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segunda-feira, 24 de maio de 2010

para AMIGO ler

Augusto disse...
Essa é para AMIGO ler!


Um jovem recém-casado estava sentado num sofá num dia quente e húmido, bebericando chá gelado durante uma visita ao seu pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.

- Nunca se esqueça de seus amigos, aconselhou! Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos..

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...

Que estranho conselho! Pensou o jovem.. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!

Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contacto com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos. Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.

Passados 50 anos, eis o que aprendi:

O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa..
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêm.
O amor fica mais frouxo.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.

MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês.

Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.

1 comentário:

  1. Ordinário

    As coisas ordinárias sempre me pareceram ordinárias, chamo ordinário, às coisas comuns, como uma gaveta arrumada, uma mulher só bonita, um homem machista, TV ligada durante o dia, fazer o mesmo o dia todo, rir de uma piada sem graça só para agradar ao locutor, adorar uma tragédia, usar roupas da moda, trabalhar o dia todo e não ficar rico. Ah...Mas são tantas coisas ordinárias nesta vida que muitas vezes pergunto-me o que é que estou a fazer por aqui. Andar no supermercado e olhar os preços de cada produto causa-me ânsia., não porque eu possa comprar tudo, porque não posso, mas causa. Almoçar sempre no mesmo horário e temperar uma salada desespera-me, ter que arrumar a cama, tirar pijama, esperar pelo autocarro. E guarda-chuva então. Não há nada que me irrite mais que pessoas que têm o costume de usar guarda-chuva. Apanhar a chuva é tão bom, não é ordinário. Ordinário é ler “a sina” e achar que agora a vida vai mudar. Ordinário é reclamar com toda a gente, quando somos nós que temos que mudar. Ordinário é sonhar e não buscar, é amar e não roubar um beijo, é viver na laje da vida e nunca saltar. Ordinário é não chegar ao mar, por nojo da areia, é não acreditar em sereia, é rir da desgraça alheia. Ordinário é seguir o rebanho, ficar em fila do banco, nunca ter dado barraca na rua, ordinário é fazer depósito na “reza”, é palitar os dentes na mesa, ordinário é não saber amar como se deve, nunca cometer loucuras obscenas, ordinário é ser sempre plateia. Ordinário é ficar velho sem ter histórias para contar, não meia dúzia, mas centenas, porque a vida só não é ordinária, quando a gente fala o que pensa, e isso causa tanta fúria por aí, que ah, como vale a pena...

    C/S.

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